No cartório me nomearam como Jéssica, mas quase ninguém me chama
pelo meu nome, tenho inúmeros apelidos e até meu professor de faculdade deu
para me chamar de Janaína por engano. Sou fanática por livros desde
pequenininha (continuo pequena com meus 1,55 de altura) e ler Agatha Christie
me fez pensar que poderia ser escritora. Culpem a ela por minhas tentativas.
Nasci em uma cidade do Rio Grande do Sul cuja maior diversão é
dar voltas na praça de alimentação do único shopping da cidade. Mas o
importante é ter saúde. Rio de qualquer coisa, e quando escrevo isso digo a mais pura
verdade, uma vez que já chorei rindo de um pacote de bolacha sendo levado pelo
vento. Por ser assim sempre digo para as pessoas não me levarem a sério, e
sim me levarem para comer algo. Sem carne por favor, pois sou vegetariana.
Gosto de tudo quanto é velharia, não somente livros de páginas
amareladas, também objetos que não apenas o tempo, mas também os cupins já
levaram. Sou fanática por Beatles, especialmente pelo John Lennon que é a maior
fonte de inspiração da minha vida (outro que vocês podem culpar pelo meu
pedantismo literário). Tive a sorte de assistir ao show do Paul McCartney de
pertinho no estádio Beira-Rio em 2010, no mesmo dia em que bati o recorde de
finalizar uma prova do Enem em menos tempo: cerca de três minutos, todas as
questões marcadas no gordinho “B”.
Falando em estádios, sou apaixonada por esportes. Comecei
gostando de vôlei nas Olímpiadas de 2004, hoje tento acompanhar a maioria
das modalidades que posso e não realizar nenhuma por puro sedentarismo. E o
esporte é um dos motivos que me incentivou a escolher Jornalismo para cursar na
faculdade, mesmo com toda polêmica do diploma e com os baixos salários. Estou
estagiando na área de televisão, fazendo reportagens para um programa chamado
Prédio 11, apoiado febrilmente pela minha avó e demais parentes entusiastas de
que um dia eu vire a próxima Fátima Bernardes. Ao menos eram, antes dela decidir
fazer um Casos de Família de luxo.




